Você sabe qual é sua opinião? Dentro e fora da cozinha


Desde os primórdios da indústria de serviços e tecnologia que muito se fala sobre gerenciamento de equipes. Num mundo corporativo onde o desempenho não pode ser medido em quantidades e velocidade (o velho conceito das máquinas de produção), a performance individual fica muito relativizada e abstrata, dependendo de cada gestor identificá-la ou não. S
ão outras variáveis a se levar em conta, por exemplo, a satisfação do cliente com o serviço, os benefícios que ele traz, enfim, tudo muito intangível mas ao mesmo tempo de uma clareza inconfundível pra quem o recebe.

Na cozinha essa avaliação é bem dinâmica e muito complexa. Uma boa performance, de forma geral, é aquela onde o serviço é agradável ao cliente, de alta qualidade - na prestação dele ou na qualidade dos ingredientes utilizados - rápido e constantemente bom.

Ou seja, o bom funcionário na gastronomia é aquele que trabalha com bons ingredientes, faz uma comida saborosa, cozinha rápido e sempre igualmente bom, além de servir com educação, de modo elegante e ao final de tudo isso, ainda abre um grande sorriso.

Quase não dá pra acreditar que isso seja possível se fizermos essas mesmas exigências num escritório de advocacia, por exemplo. 

O que quero dizer com isso é que, além da pressão pela perfeição num restaurante - muitas vezes aquela que nem em casa existe - cada funcionário dentro da cozinha deveria saber muito claramente qual é seu papel dentro do time, suas obrigações, prioridades, prazos e, principalmente, onde seu talento individual pode ser mais útil no processo todo.

É assim que funciona dentro de uma colmeia. Apesar de tanto fantasiarmos a hierarquia lá dentro com sistemas de poder e punições àqueles que não cumprem seus papéis, a realidade é outra. Uma hierarquia sim na forma de organizacao do grupo, mas com papéis extremamente claros, com todos trabalhando igualmente duro para desempenhar sua função da forma mais perfeita possível. E esse é o case de sucesso das abelhas.

Um grande porém, como diria minha mãe, é que na vida humana, real, estamos tratando de dar clareza à pessoas que muitas vezes não sabem nem o porque estão dentro de um time. E essas razões podem ser infinitas. Só que simplesmente há pessoas que não sabem O QUE querem fazer, ONDE querem chegar, NEM PRA QUE querem o que querem. Só sabem que DEVERIAM querer alguma coisa.

Nesse caso cabe aos gestores enxergar e entender os talentos de cada funcionário e direcioná-los de forma a contribuir no seu potencial máximo para cada tarefa ou projeto. 

Afinal, quando jogamos um jogo de tabuleiro, precisamos saber das regras e objetivos não é?! Então, na cozinha é igual. E aposto que no seu trabalho também. 

Já disse uma vez o grande escritor portuguê José Saramago: " O drama não é que as pessoas tenham opiniões, mas sim que as tenham sem saber do que falam." E não é que ele tem razão? 

E você, qual é a sua opinião?

LG

Carolp 

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